Panteão · biblioteca de produção

O seu Panteão,
do zero à produção

// biblioteca

Roadmap dos Agentes

O guia para formalizar e colocar um agente de IA operacional em produção — do zero, sobre OpenClaw + LLM + hospedagem própria + integrações. A síntese está aqui; o detalhe, em cada módulo.

// como ler
Camada A · decisor

O que é, quando faz sentido e por quê. Sem código — é o “Conceito” de cada módulo.

Camada B · implantador

Comandos, caminhos e exemplos que rodam — é o “Hands-on” de cada módulo.

💡DicaLeia do 1 ao 13 na primeira vez; depois use o menu como referência. Cada módulo também se sustenta sozinho.
// os marcadores
⚠️
Regrao que não dá pra ignorar.
💡
Dicaatalho que poupa tempo.
🔒
Segurançacredencial, acesso, risco.
📎
Referênciaonde conferir o oficial.
Checkpointcomo saber que passou.
// a stack
Runtime · OpenClaw+LLM+Hospedagem própria+Integrações
⚠️RegraNomes, contas e credenciais são sempre placeholders — <seu-agente>, <sua-empresa>, <vault-empresa>. E a contagem de agentes é livre: um ou vários, conforme a necessidade real.
// a trilha
Fundamentos & setup01–05
  • 1Fundamentos
  • 2Infraestrutura
  • 3Criar o bot
  • 4Conectar ao OpenClaw
  • 5Primeira conversa
Construção do agente06–08
  • 6Anatomia (6 camadas)
  • 7Memória
  • 8Ferramentas & plataformas
Automação & escala09–11
  • 9Skills
  • 10Crons
  • 11Sub-agentes
Operação12–13
  • 12Boas práticas
  • 13Banco de referência
// banco de skills

Banco de Skills

Reunimos, construímos e testamos algumas das melhores skills e criamos esse banco exclusivamente pra vocês do Panteão.

Se já quiser fazer o download e instalação direta:

📚Como instalarO passo a passo de uso e instalação está no módulo Skills →
filtrar por tag
EcossistemaAs duas metades se apoiam: aqui você baixa skills prontas; no módulo Skills você aprende a criar e instalar uma do zero — o SKILL.md, o gatilho da description e as boas práticas.
// módulo 01 · fundamentos & setup

Fundamentos

ObjetivoEntender o que é um agente de IA operacional, do que ele é feito, e por que a arquitetura escolhida faz sentido — antes de tocar em qualquer comando.

Um agente não é um chatbot

Um chatbot responde perguntas. Um agente de IA operacional é um colaborador digital: executa tarefas repetitivas do seu dia a dia com autonomia parcial, dentro de um domínio bem definido. Ele não fica esperando a próxima pergunta — ele tem função, rotina e responsabilidade sobre um pedaço da operação.

A diferença prática: você não "usa" um agente como usa um chat. Você delega a ele — e cobra resultado sobre uma métrica.

A anatomia mínima de qualquer agente

Todo agente, por mais simples, é feito das mesmas seis peças:

  • 1 · LLMO raciocínio (Claude, GPT, Gemini…). Terceirizado via API.
  • 2 · RuntimeO "corpo" que hospeda o agente e orquestra tudo. Aqui: OpenClaw.
  • 3 · CanalComo você conversa com ele (Telegram, WhatsApp, webchat, e-mail).
  • 4 · MemóriaO que ele sabe sobre você, o negócio e decisões passadas.
  • 5 · FerramentasAs integrações que ele opera (planilhas, CRM, ads, e-mail).
  • 6 · IdentidadeQuem ele é, como fala, o que pode e o que não pode fazer.

Os próximos módulos montam exatamente essas peças, nessa ordem: primeiro o corpo e o canal, depois a identidade, a memória e as ferramentas.

⚠️Regra · antirruídoUm agente real movendo uma métrica vale mais do que cinco meia-boca. Foco antes de volume. Não comece querendo "um time de agentes" — comece com um agente que resolve uma dor concreta e mensurável. A contagem é sempre flexível: mais agentes só quando a necessidade real pedir.

Por que a LLM é sua, não da plataforma

A API key da LLM é sempre contratada no nome do cliente. Isso não é detalhe burocrático: é o que garante que o agente pertença a você. Se amanhã você trocar de runtime, de servidor ou de fornecedor, o cérebro continua sendo seu — você não fica refém de ninguém.

💡DicaPense em portabilidade desde o dia 1. Cada peça da stack (LLM, runtime, hospedagem, integrações) é contratada separadamente e no nome do negócio — assim nenhuma delas te prende.

Checklist antes de criar qualquer agente

Não abra o terminal ainda. Todo agente começa respondendo cinco perguntas. Se alguma ficar em branco, o agente vai nascer sem foco.

  1. Qual é a métrica-âncora que ele vai mover? (uma só)
  2. Qual é a hipótese? "Se este agente executar X, a métrica sobe porque Y."
  3. Quais são as 3 a 5 tarefas concretas que ele deve executar no primeiro mês?
  4. Que ferramentas ele precisa acessar para fazer isso?
  5. Qual é o canal em que o dono do agente vai falar com ele?
💡DicaSe você fez o kit de pré-trabalho, esse checklist já está quase pronto: a métrica-âncora saiu do Mapa de Alavancas e a tarefa saiu do ICE Score.
CheckpointVocê consegue preencher as cinco respostas do checklist para o seu próprio caso — métrica, hipótese, tarefas, ferramentas e canal — antes de avançar.
← Visão geral
// módulo 02 · fundamentos & setup

Contratar a infraestrutura

ObjetivoTer servidor, runtime e LLM contratados e acessíveis — a base onde o agente vai viver.

Três contratos independentes

A infraestrutura do agente são três contratações separadas. Você faz as três uma vez; depois é só manter.

  • 1 · HospedagemUma VPS Linux (ex.: Hostinger, DigitalOcean, Hetzner). Custo único ou mensal, no CNPJ do negócio.
  • 2 · Runtime OpenClawInstalado sobre a hospedagem. É open-source — o "corpo" do agente.
  • 3 · LLMConta na Anthropic (Claude), OpenAI (GPT) ou um agregador (OpenRouter). A API key mora no cofre.

Por que separado? Porque cada peça é trocável de forma independente. Quer mudar de LLM amanhã? Troca a key. Quer migrar de servidor? Sobe o runtime em outro lugar. Você nunca perde o agente por trocar um fornecedor.

💡DicaAlguns provedores empacotam hospedagem + runtime numa contratação só. Se for o seu caso, some duas peças em uma — mas a lógica de "cada peça é trocável" continua valendo.

Subir o ambiente

1. A VPS

Configuração mínima recomendada para começar (ajuste conforme o número de agentes):

  • 4 vCPU
  • 8 GB RAM
  • 80 GB SSD
  • Ubuntu 22.04 LTS

2. Instalar e inicializar o OpenClaw

Com acesso à VPS, o fluxo básico é instalar o runtime, criar o profile do agente e conferir que subiu:

terminal · vps
# 1. instalar o runtime OpenClaw na VPS
npm install -g openclaw

# 2. criar o profile do agente
openclaw init

# 3. abrir a configuração inicial
openclaw config

# 4. conferir que o ambiente subiu
openclaw status
📎ReferênciaOs comandos e flags de instalação podem variar por versão. Confirme o comando exato e as opções de config na doc oficial do OpenClaw (docs.openclaw.ai) e na cópia local instalada na sua VPS antes de rodar em produção.

3. A API key da LLM

Gere a API key na plataforma escolhida (Anthropic, OpenAI ou agregador) e guarde no cofre de senhas do negócio antes de colar em qualquer arquivo de configuração.

🔒SegurançaA API key nunca é digitada direto num arquivo, num prompt ou num repositório. Ela vai para o cofre de senhas (referência: 1Password CLI) e é resolvida em tempo de execução. Chave vazada = conta sua sendo usada por terceiros. Trate como a senha do banco.
Checkpointopenclaw status responde OK na sua VPS e a API key da LLM está salva no cofre — não em texto puro em lugar nenhum.
← Módulo 1
// módulo 03 · fundamentos & setup

Criar o bot

ObjetivoTer um canal onde a pessoa fala com o agente. Sem canal, não existe conversa.

O bot é só a porta de entrada

Um “bot” não é o agente — é uma identidade em um canal (Telegram, WhatsApp, webchat, Slack…) que o OpenClaw controla. As mensagens que chegam nesse bot são entregues ao agente; as respostas do agente saem por ele. O cérebro é o agente; o bot é a boca e o ouvido.

Qual canal escolher

A regra é simples: onde a pessoa já mora o dia todo. Não adianta um canal lindo que ninguém abre. Para a maioria, o Telegram é o primeiro canal — rápido de configurar e sem burocracia.

⚠️RegraUm canal por agente, a princípio. Só justifica mais de um canal quando há público realmente distinto — por exemplo, um canal interno pro time e outro pro cliente final.

Telegram — o primeiro canal recomendado

Todo o processo acontece dentro do próprio Telegram, conversando com o @BotFather (o bot oficial que cria bots):

telegram · @BotFather
# 1. abra uma conversa com @BotFather e crie o bot
/newbot

# 2. informe um nome de exibição e um username terminando em "bot"
#    ex:  Atendimento  ->  _bot

# 3. dê cara ao bot (opcional, mas recomendado)
/setdescription
/setabouttext
/setuserpic

# 4. se o agente vai participar de GRUPOS e precisa ler tudo:
/setprivacy   ->   Disable
🔒SegurançaAo final, o BotFather devolve um token (algo como NNNNNNNNN:AAF…). Ele é a chave do bot — salve na hora no cofre de senhas (ex.: item Telegram <sua-empresa>). Nunca cole esse token direto num arquivo ou mensagem.
  • WhatsApp Business API — exige conta Meta Business, número dedicado e aprovação de templates. Ciclo bem mais lento; trate como opção avançada, não como primeiro canal.
  • Webchat do OpenClaw — pra embutir no seu site. Habilita-se o canal webchat na configuração do OpenClaw; roda no próprio domínio, sem token externo.
📎ReferênciaOs comandos do BotFather são do próprio Telegram e podem mudar — a lista completa aparece digitando /help no @BotFather. Para o canal webchat, confirme o nome exato da opção na doc do OpenClaw.
CheckpointO bot existe, tem nome e foto, e responde ao /start — mesmo que ainda com a mensagem padrão do BotFather. O token está salvo no cofre.
← Módulo 2
// módulo 04 · fundamentos & setup

Conectar o bot ao OpenClaw

ObjetivoFazer as mensagens que chegam no bot serem entregues ao agente — e as respostas dele voltarem pelo bot.

Canal: a ponte entre o bot e o agente

No OpenClaw, um canal é a ponte entre um bot (a identidade externa que você criou) e um agente (a identidade interna). É isso que faz o token do Telegram “apontar” para o seu agente. Um agente pode ter vários canais; um canal pertence a um agente por vez.

Ligar o canal Telegram ao agente

Tudo acontece no servidor, via openclaw gateway. Primeiro veja o estado atual, depois aponte o token e o agente do canal:

terminal · vps
# 1. ver os canais já configurados
openclaw gateway config.get channels

# 2. apontar o token do bot e o agente que responde por ele
openclaw gateway config.patch channels.telegram.token "<TOKEN_DO_BOTFATHER>"
openclaw gateway config.patch channels.telegram.agent "<seu-agente>"

# 3. aplicar (hot-reload quando possível; senão, reiniciar)
openclaw gateway config.apply
openclaw gateway restart
🔒SegurançaNão cole o token cru no comando — ele fica no histórico do shell. Guarde-o no cofre e resolva por referência em tempo de execução com op read:
terminal · via cofre
# lê o token do cofre sem exibir o valor
op read "op://<vault-empresa>/telegram/token"
📎ReferênciaOs dot-paths (channels.telegram.token, .agent) podem variar por versão. Confirme os caminhos exatos com config.schema.lookup na doc oficial do OpenClaw antes de aplicar.
CheckpointVocê manda “oi” pro bot no Telegram e o agente responde por lá. A ponte está de pé.
← Módulo 3
// módulo 05 · fundamentos & setup

Primeira conversa

ObjetivoSaber conversar com o agente no dia a dia — e manter cada assunto no seu lugar.

Os três jeitos de falar com o agente

  • DMConversa 1-a-1. É o modo de trabalho padrão.
  • GrupoO agente participa de um grupo com pessoas. Precisa saber quando falar e quando calar (menções, comandos).
  • WebchatA conversa vive numa página web — site, atendimento.

Uma sessão vive dentro de um canal: a resposta do agente sempre volta por onde a mensagem entrou. Você não se perde sobre “onde ele respondeu”.

Comandos do dia a dia

Dentro da conversa, alguns comandos internos controlam a sessão:

na conversa com o agente
/help              # lista os comandos disponíveis
/status            # estado da sessão: modelo, uso, tempo
/new               # encerra a sessão atual e começa outra
/model <alias>     # troca a LLM no meio da conversa
💡DicaComece cada demanda relevante com /new. Isso evita que o contexto de um assunto vaze pro outro — a não ser quando você quer continuidade de propósito.
📎ReferênciaA lista real de comandos pode variar por versão do OpenClaw — /help no próprio agente sempre mostra o conjunto atual.
CheckpointVocê conversa com o agente com fluência, troca de sessão com /new e checa a saúde dela com /status.
← Módulo 4
// módulo 06 · construção do agente

Anatomia do agente

ObjetivoEntender e escrever cada arquivo que compõe a identidade do agente. É o coração da imersão.

Um agente é um conjunto de arquivos

Um agente de verdade não é um prompt gigante — é um conjunto de arquivos em markdown, cada um com um papel. As 6 camadas abaixo definem quem o agente é. Escrevê-las é o coração da imersão.

ArquivoO que éPropósito
SOUL.mdA alma: personalidade, essência e não-negociáveis.Como o agente pensa e se posiciona.
IDENTITY.mdO contexto institucional.Tudo que ele sabe sobre a própria empresa.
USER.mdO guia de uso, escrito pro time.Como as pessoas trabalham com ele.
AGENTS.mdA estrutura de hierarquia e colaboração.Quem é quem e quem reporta a quem.
TOOLS.mdAs ferramentas e integrações que ele opera.O que ele pode acessar e como.
MEMORY.mdO índice de memórias durável.O que ele lembra permanentemente.

HEARTBEAT.md — o motor operacional

Há ainda uma sétima peça, de natureza diferente. Enquanto as 6 camadas dizem quem o agente é, o HEARTBEAT.md diz como ele opera: frentes de atuação, rotinas e a estrutura padrão das respostas — por exemplo, “toda estratégia traz contexto, objetivo, público, ideia, canais, execução, métricas e próximos passos”.

💡DicaComece sempre pelo SOUL.md. É a camada que mais muda o comportamento — e as outras ficam mais fáceis depois que a alma está definida.

O que entra em cada arquivo

Todos são markdown puro. Em resumo:

  • SOUL.md — identidade em 1ª pessoa: essência (3–5 traços), não-negociáveis, o motor de execução e os critérios de prioridade.
  • IDENTITY.md — o “manual da empresa”: nome, CNPJ, portfólio com valores, público-alvo, tom de voz, canais oficiais e regras comerciais.
  • USER.md — escrito pra quem aciona o agente: como pedir bem, o que esperar e o que ele não faz sozinho.
  • AGENTS.md — hierarquia e colaboração: se há sub-agentes, quem cuida de quê, protocolos e regra de escalonamento.
  • TOOLS.md — inventário de ferramentas: para cada uma, o uso, as métricas prioritárias e o protocolo (ex.: “nunca alterar campanha ativa sem validação humana”).
  • MEMORY.md — índice de memórias persistentes: uma linha por item, com link pro arquivo detalhado (máx. ~200 linhas).
  • HEARTBEAT.md — a rotina: frentes de atuação e a estrutura padrão das respostas.

Na prática, o SOUL.md é o que mais muda o comportamento. Um esqueleto pra começar:

SOUL.md
# SOUL

## Essência
- <3 a 5 traços que definem a personalidade dele>

## Não-negociáveis
- Evidência acima de achismo
- Zero enrolação; sempre com próximos passos explícitos

## Motor de execução
OBSERVAR -> ORIENTAR -> DECIDIR -> AGIR -> MEDIR -> APRENDER

## Como prioriza
- <critério de priorização>
⚠️RegraEscreva o SOUL.md em 1ª pessoa — é o agente falando de si. Faça o teste: pergunte a mesma coisa antes e depois de escrever a alma. A resposta muda.
CheckpointO agente responde diferente conforme você preenche cada camada. Você consegue apontar qual arquivo muda qual comportamento.
← Módulo 5
// módulo 07 · construção do agente

Memória

ObjetivoO agente lembra do que importa entre sessões — e esquece o que é ruído.

O agente que lembra

Memória é o que separa um assistente que recomeça do zero toda vez de um colaborador que acumula contexto. No OpenClaw, o próprio agente gerencia a memória — a auto-memory — escrevendo arquivos markdown num diretório dedicado.

Os quatro tipos de memória

  • userQuem é a pessoa, papel e preferências.
  • feedbackCorreções e validações explícitas (“faça assim, não assim”).
  • projectProjetos e iniciativas em andamento, com prazos.
  • referencePonteiros pra sistemas externos (dashboards, projetos, canais).
⚠️RegraO que não vira memória: padrões de código, histórico de git e tarefas em andamento. Isso é sessão, não memória — memória é o que precisa sobreviver ao fim da conversa.

Como a memória é escrita

Cada memória é um arquivo próprio, com frontmatter (name, description, type) e um corpo curto:

memory/project_<slug>.md
---
name: <slug-da-memoria>
description: <quando essa memória é relevante, em 1 frase>
type: project
---

# <título curto>

- fato durável que o agente deve lembrar
- prazo, decisão ou preferência — com um <detalhe> quando útil

E o MEMORY.md funciona como índice — uma linha por memória, apontando pro arquivo:

MEMORY.md
# Índice de memórias

- project_<slug>.md   — <o que é, em poucas palavras>
- user_<slug>.md      — <quem é, papel, preferências>
- reference_<slug>.md — <ponteiro pra um sistema externo>
⚠️Regra · higieneMemória decai. Antes de agir sobre uma memória antiga, confirme se ela ainda vale: o arquivo existe? o projeto continua ativo? a pessoa ainda está no cargo?
💡DicaNunca delete uma memória — arquive. Mova pra _archive/ com a data. Assim o histórico é reversível e nada se perde por engano.
CheckpointO agente recupera uma decisão que você tomou uma semana atrás — sem você precisar repetir.
← Módulo 6
// módulo 08 · construção do agente

Ferramentas & plataformas

ObjetivoDar mãos ao agente: conectar as ferramentas que ele vai operar de verdade.

Ferramentas são as mãos do agente

Sem ferramentas, o agente só conversa. Com elas, ele age no mundo: lê e-mail, cria tarefa, ajusta campanha, atualiza planilha. Cada ferramenta é uma integração.

O padrão é sempre o mesmo, não importa a ferramenta: (1) autenticar uma vez, (2) guardar a credencial no cofre e (3) deixar o agente resolver por referência quando precisar. A chave nunca fica no código.

🔒SegurançaCredencial só via cofre — resolvida com op read na hora do uso. Nunca colada em arquivo, config ou histórico de terminal.

As integrações e como conectar

As principais integrações e o essencial de cada uma:

FerramentaO que destravaAutenticaçãoItem no cofre
Google WorkspaceGmail, Drive, Docs, SheetsOAuth (pelo gog)google-oauth
Google Adscampanhas e métricas de buscaOAuth + developer tokengoogle-ads
Google Calendaragenda e eventosOAuth (escopo calendar)google-oauth
Meta Adscampanhas e métricas MetaSystem User tokenmeta-system-user
ClickUptarefas, CRM e listastoken de APIclickup-api
Notionpáginas e basesintegration tokennotion-api
Chatwootconversas de atendimentotoken de API + account idchatwoot-api

O Google entra por um wrapper único, o gog — autentica uma vez e opera Gmail, Drive, Docs, Sheets e Calendar:

terminal · vps
# instala e autentica o wrapper do Google
npm install -g gog
gog auth login

# a partir daqui o agente opera o Google via gog

Para serviços com token de API (ClickUp, Notion, Chatwoot…), o padrão é resolver o token do cofre na própria chamada:

terminal · chamada autenticada
# o token nunca aparece no código: vem do cofre na hora
curl -H "Authorization: Bearer $(op read op://<vault-empresa>/clickup-api/token)" \
     https://api.clickup.com/api/v2/team
🔒SegurançaO Meta usa um System User token (longa duração). Dê só as permissões necessárias (ads_management, ads_read) e trate-o como credencial crítica no cofre.
📎ReferênciaEscopos, permissões, nomes de pacote e endpoints mudam por plataforma e versão. Confirme cada um na doc oficial do serviço antes de conectar.
CheckpointO agente executa uma ação real numa ferramenta externa — cria uma tarefa, lê um e-mail ou puxa uma métrica — resolvendo a credencial pelo cofre.
← Módulo 7
// módulo 09 · automação & escala

Skills

ObjetivoEmpacotar capacidades reutilizáveis que o agente puxa da prateleira quando a situação pede.

Skill: uma capacidade de prateleira

Uma skill é uma capacidade empacotada numa pasta, com um SKILL.md e os arquivos de apoio. O agente puxa a skill quando o contexto combina — é o playbook pronto para "fechar o relatório mensal" ou "fazer o onboarding de um cliente".

💡DicaO que faz uma skill ser acionada é a description: ela precisa dizer o que faz e, principalmente, quando usar.

Anatomia de uma skill

Um SKILL.md tem frontmatter (name, description) e um corpo com o gatilho e o passo a passo:

skills/<nome-da-skill>/SKILL.md
---
name: <nome-da-skill>
description: <o que faz E quando usar — é isso que dispara a skill>
---

# <Nome da skill>

## Quando usar
- <situação que dispara a skill>

## Passo a passo
1. <primeiro passo>
2. <segundo passo, com o resultado esperado>
⚠️RegraCapriche na description — é o gatilho. Se ela não deixa claro quando usar, o agente não vai acionar a skill na hora certa.
CheckpointVocê cria uma skill e o agente a aciona sozinho quando a situação descrita na description acontece.
🗃️Prateleira prontaNão precisa criar tudo do zero — o Banco de Skills tem skills prontas pra baixar e adaptar (o “ClawHub” do Panteão).
← Módulo 8
// módulo 10 · automação & escala

Crons

ObjetivoFazer o agente agir sozinho no tempo certo — de reativo a proativo.

Cron: o agente proativo

Um cron é uma tarefa agendada que o agente roda por conta própria — relatórios, monitoramentos, sincronizações. É o que transforma o agente de reativo em proativo.

💡DicaPoucos crons de alto valor valem mais que muitos ruidosos. Um cron que gera decisão vale mais que cinco meia-boca enchendo o canal.

Agendando um cron

Um cron tem horário (a cron string), a tarefa, o modelo e a forma de entrega:

terminal · vps
# resumo semanal, toda segunda 8h, entregue no canal
openclaw cron add \
  --schedule "0 8 * * 1" \
  --agent "<seu-agente>" \
  --model "anthropic/claude-sonnet-4-6" \
  --delivery channel \
  --task "Gere o resumo semanal de performance e poste no canal."
⚠️RegraO modelo padrão de crons e sub-agentes é anthropic/claude-sonnet-4-6. Use Opus só quando o ganho justificar o custo.
📎ReferênciaA sintaxe exata (flags, delivery.mode) pode variar por versão — confirme na doc oficial do OpenClaw.
CheckpointUm cron dispara sozinho no horário definido e entrega o resultado no canal, sem ninguém acionar.
← Módulo 9
// módulo 11 · automação & escala

Sub-agentes

ObjetivoDelegar tarefas especializadas a agentes dedicados, sem poluir o contexto do principal.

Sub-agentes: delegar para especialistas

Um sub-agente é um agente especializado a quem o principal delega uma tarefa. Ele trabalha isolado — com contexto próprio — e devolve só o resultado. Serve pra papéis recorrentes e específicos.

⚠️RegraIsolamento é o ponto: o sub-agente não enxerga tudo do principal. Passe apenas o contexto necessário pra ele fazer a tarefa.

Como a delegação funciona

O AGENTS.md declara os sub-agentes. O principal abre uma sessão isolada (spawn), envia a tarefa com o contexto mínimo (send) e recebe o resultado de volta (yield):

terminal · vps
# o principal delega uma tarefa isolada a um sub-agente
openclaw sessions spawn --agent "<sub-agente>" \
  --task "<tarefa específica + o contexto mínimo necessário>"

# o sub-agente trabalha isolado e devolve (yield) só o resultado
💡DicaSub-agente é pra papel especializado recorrente — não crie um pra tudo. O modelo padrão também é anthropic/claude-sonnet-4-6.
📎ReferênciaOs nomes exatos dos comandos (spawn, send, yield) podem mudar por versão — confirme na doc oficial do OpenClaw.
CheckpointO agente principal delega uma tarefa a um sub-agente e recebe o resultado de volta, sem misturar os contextos.
← Módulo 10
// módulo 12 · operação

Boas práticas

ObjetivoDez princípios que mantêm o agente útil, seguro e confiável no dia a dia.

Não são regras burocráticas — são os hábitos que separam um agente que ajuda de um que atrapalha. Volte aqui sempre que for criar algo novo.

  1. Um agente real vale mais que cinco meia-boca. Prefira um agente que move uma métrica de verdade a vários genéricos que só enchem o canal.
  2. Credencial só no cofre. Nunca cru no código, config ou histórico — sempre resolvido por referência com op read.
  3. Identidade antes de ferramenta. Comece pelo SOUL.md; com a alma definida, todo o resto rende mais.
  4. Sempre “LLM” — e o modelo certo. claude-sonnet-4-6 como padrão; Opus só quando o ganho justifica o custo.
  5. Memória decai. Faça higiene, confirme antes de agir sobre memória antiga e arquive em vez de deletar.
  6. Revisão humana no que é sensível. Verba, ofertas, promessas públicas e comunicação institucional passam por gente antes de ir ao ar.
  7. O gatilho está na description. Skills e crons precisam dizer quando disparar — não só o que fazem.
  8. Poucos crons de alto valor. Um cron que gera decisão vale mais que dez que viram ruído.
  9. Sub-agente pra papel especializado. Delegue o recorrente e específico; não crie um sub-agente pra cada coisa.
  10. Registre decisões e aprendizados. O agente melhora quando o que funcionou (e o que não) fica documentado.
CheckpointVocê reconhece quando está prestes a violar um desses princípios — e para antes.
← Módulo 11
// módulo 13 · operação

Banco de referência

ObjetivoUm cardápio de automações e rotinas que um agente pode assumir — pra você escolher por onde começar.

Cada item traz o essencial pra decidir se vale a pena: o que é, quando usar (e quando não), de que depende e qual o sinal de que está funcionando. Comece pelas de maior valor e vá expandindo.

Relatórios recorrentes

Resumo semanal de performancerelatório · marketing
O que énúmeros-chave da semana consolidados
Quando usartoda segunda de manhã
Quando NÃOse ninguém lê ou age sobre ele
Depende deMeta Ads, Google Ads, CRM
Frequênciasemanal
Sinal de sucessodecisão tomada a partir dele
Fechamento mensal de resultadosrelatório · gestão
O que éresultado do mês vs. meta, com aprendizados
Quando usar1º dia útil do mês
Quando NÃOsem meta definida pra comparar
Depende deCRM, planilha de metas
Frequênciamensal
Sinal de sucessoreunião de resultado mais curta e objetiva

Monitoramentos

Alerta de queda de performancemonitoramento · mídia
O que éaviso quando CPA/CPL passa do limite
Quando usarcampanhas ativas com verba relevante
Quando NÃOcampanhas ainda em teste/aprendizado
Depende deMeta Ads, Google Ads
Frequênciadiária
Sinal de sucessoação corretiva antes de estourar o orçamento
Monitor de novos reviewsmonitoramento · reputação
O que éaviso quando chega avaliação nova
Quando usarnegócios com presença em Google/redes
Quando NÃOse não há quem responda
Depende deAPI de reviews / scraping
Frequênciadiária
Sinal de sucessoresposta a review em até 24h

Sincronizações

Sync CRM ↔ base de contatossincronização · dados
O que émantém leads iguais entre sistemas
Quando usarquando há mais de uma fonte
Quando NÃOse um sistema já é a fonte única
Depende deCRM, ferramenta de contatos
Frequênciahorária/diária
Sinal de sucessozero divergência entre bases
Sync tarefas ↔ calendáriosincronização · operação
O que éprazos viram eventos na agenda
Quando usartimes que vivem no calendário
Quando NÃOse ninguém usa a agenda
Depende deClickUp, Google Calendar
Frequênciadiária
Sinal de sucessonada importante sem data visível

Higiene de base

Limpeza de leads frioshigiene · CRM
O que émarca/arquiva leads sem interação há X tempo
Quando usarbase grande e poluída
Quando NÃOsem critério claro de “frio”
Depende deCRM
Frequênciamensal
Sinal de sucessobase menor e mais previsível
Deduplicação de contatoshigiene · dados
O que éjunta registros repetidos
Quando usarapós importações e campanhas
Quando NÃOsem regra de merge definida
Depende deCRM / contatos
Frequênciamensal
Sinal de sucessoum contato = uma pessoa

Conteúdo

Pauta semanal de conteúdoconteúdo · marketing
O que ésugestões de posts alinhadas aos pilares
Quando usarinício da semana
Quando NÃOsem pilares/tom definidos
Depende deIDENTITY.md, calendário editorial
Frequênciasemanal
Sinal de sucessomenos tempo parado pensando o que postar
Repurpose de conteúdoconteúdo · marketing
O que étransforma 1 peça em vários formatos
Quando usarquando há conteúdo bom subaproveitado
Quando NÃOse o original ainda não performou
Depende deacervo de conteúdo
Frequênciasob demanda
Sinal de sucessomais alcance por peça produzida

Comunicação com a base

Régua de reativaçãocomunicação · CRM
O que émensagens pra quem sumiu
Quando usarbase com inativos
Quando NÃOlogo após já ter contatado
Depende deWhatsApp / CRM
Frequênciamensal
Sinal de sucessoparte dos inativos volta a responder
Follow-up de oportunidadescomunicação · vendas
O que élembra de retomar negociações paradas
Quando usarpipeline com deals parados
Quando NÃOsem dono claro do lead
Depende deCRM
Frequênciadiária
Sinal de sucessomenos oportunidade esquecida

Governança do agente

Higiene de memóriagovernança · agente
O que érevisa e arquiva memórias antigas
Quando usarsempre — rotina de manutenção
Quando NÃOnunca pular; é essencial
Depende deMEMORY.md
Frequênciamensal
Sinal de sucessomemória enxuta e confiável
Auditoria de acessosgovernança · segurança
O que éconfere o que o agente pode acessar
Quando usarperiodicamente e a cada nova integração
Quando NÃOnunca pular
Depende decofre, TOOLS.md
Frequênciatrimestral
Sinal de sucessosó o acesso necessário, nada a mais

Skills utilitárias

Onboarding de clienteskill · operação
O que épasso a passo pra ativar um novo cliente
Quando usartoda nova contratação
Quando NÃOfora de fluxo de ativação
Depende deIDENTITY.md, ferramentas de cadastro
Frequênciapor evento
Sinal de sucessoativação sem etapa esquecida
Fechamento de propostaskill · vendas
O que émonta a proposta no padrão da empresa
Quando usarquando o lead pede proposta
Quando NÃOantes de qualificar o lead
Depende deportfólio e valores
Frequênciapor evento
Sinal de sucessoproposta consistente e rápida
CheckpointVocê consegue escolher 3 automações de maior valor pra colocar de pé primeiro.
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